As principais complicações do diabetes

As principais complicações do diabetes

Por que o diabético tende a ter uma série de complicações no organismo e pode ser afetado por outras doenças? Quais são as complicações mais comuns?
O diabético apresenta dois problemas vasculares: a microangiopatia e a macroangiopatia. A microangiopatia é a doença que atinge pequenos vasos sanguíneos e manifesta-se principalmente na retina e nos rins. Já a macroangiopatia manifesta-se, principalmente, no coração e no cérebro.

MICROANGIOPATIA

Retinopatia diabética: o diabetes mellitus danifica os vasos sanguíneos dentro da retina pelo excesso de glicose no sangue. Caso o paciente não busque tratamento, a visão pode ficar seriamente comprometida. A retinopatia diabética não costuma apresentar sintomas. Pode surgir sem que o paciente note diferença em sua visão. Com o passar do tempo, porém, a visão passa a piorar, podendo até mesmo chegar à cegueira, caso não seja tratada.

Algumas vezes, ocorre hemorragia vítrea e o paciente pode ver alguns pontos de sangue ou manchas flutuantes na visão. Ao primeiro sinal de visão borrada, ou qualquer outra alteração, procure um oftalmologista. Para evitar os problemas de visão, além de manter um bom controle dos níveis glicêmicos, todo paciente com Diabetes Tipo 1 ou 2 deve fazer o exame do fundo de olho pelo menos uma vez por ano.

Nefropatia diabética: nos rins, há uma progressiva diminuição da capacidade de filtração, que é a principal função do rim. Os rins funcionam como filtros no corpo humano e tem a função de eliminar, pela urina, as substâncias provenientes do metabolismo que não tem mais utilidade e, ao mesmo tempo, precisa manter outros elementos que não devem ser descartados, como as proteínas.

A nefropatia diabética faz com que o órgão perca a capacidade de filtrar adequadamente essas substâncias. A doença não costuma apresentar sintomas. Muitos pacientes, no entanto, notam que a urina passa a ficar espumosa. Caso perceba alterações em sua urina, relate ao seu médico endocrinologista.

• É comum que na fase inicial ocorra o aumento da pressão arterial (hipertensão). Esta situação merece atenção especial, pois pode levar à insuficiência renal. Ocorrendo a insuficiência renal avançada é necessário se submeter à hemodiálise ou até mesmo à realização de transplante renal.

• No Diabetes Tipo 1, a insuficiência renal progressiva ocorre em cerca de 50% dos pacientes. No Tipo 2, observa-se um crescente número dessa complicação. Isso significa que o controle está muito aquém do desejado.

MACROANGIOPATIA

A macroangiopatia manifesta-se principalmente no coração e no cérebro. Ocorre a diminuição da circulação sanguínea nos vasos de maior calibre devido à sua obstrução ou estreitamento. No coração, leva ao infarto. No cérebro, provoca o AVC (“derrame”). Trata-se de uma arteriosclerose acelerada, ou seja, seriam os mesmos processos que ocorreriam em indivíduos não diabético, que entretanto, no caso de pacientes diabéticos ocorrem mais rapidamente. É importante frisar que o diabético adequadamente compensado não apresenta uma aceleração no desenvolvimento desses processos.
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Pessoas com diabetes vivem menos que pessoasque não tem odiabetes?
A sobrevida do diabético descompensado é menor que a do indivíduo normal. Entretanto, o diabético bem-controlado apresenta sobrevida comparável a de indivíduos não diabéticos.

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Fonte: Livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel) – Editora CIP – Capítulo de endocrinologia. Médico responsável Prof. Dr. Alfredo Halpern. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.