Como evitar o mau hálito

Como evitar o mau hálito

O mau hálito, também denominado halitose, ocorre quando o hálito se torna desagradável. Atinge 50 milhões de brasileiros, o que representa 30% da população do país, segundo dados da Associação Brasileira de Halitose (ABHA). Esse número alarmante representa um problema de saúde pública no Brasil e pode causar problemas sócio-emocionais, depressão e dificuldade nas relações interpessoais, além de poder estar associada a algum problema de saúde.

O mau hálito costuma ser mais frequente ao despertar, depois de prolongado jejum, má higiene bucal ou exagerada ingestão de condimentos como alho ou cebola. Apesar de não ser uma doença, a halitose pode indicar que há algo errado no organismo e deve ser identificado por meio de um correto diagnóstico e tratado adequadamente quando o problema torna-se crônico.

O cirurgião-dentista Marcos Moura, presidente da ABHA Moura afirma que o mau hálito pode estar associado a aproximadamente mais de 60 tipos de causas distintas, como:
• hábitos de alimentação inadequados;
• alterações no padrão salivar;
• sinusites;
• fumo;
• uso de drogas;
• ingestão de bebidas alcoólicas, entre outros.

É comum relacionar problemas no estômago como o principal responsável pelo hálito alterado. Não pode ser considerado o motivo mais comum, mas ele existe e é real. O gastroenterologista Prof. Dr. Luiz Chehter, autor do capítulo de gastroenterologia do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel) cita algumas doenças que também podem provocar a halitose:
diabetes ;
insuficiência renal ;
falência hepática (fígado);
refluxo gastroesofágico ;
• presença de divertículo esofágico megaesôfago;
• além das infecções bucais (dentárias, periodentárias), pulmonares e otorrinolaringológicas ( infecções de garganta , sinusites etc).

O gastro lembra também que o mau hálito pode ser consequência do retardo no esvaziamento gástrico (má digestão) ou mesmo causado pelo obstáculo ao trânsito intestinal (prisão de ventre) , que em decorrência dessa parada do conteúdo, provoca fermentação, putrefação e crescimento da população de bactérias, o que gera mau hálito.

Vale lembrar que todas as pessoas devem usar o fio dental e escovar a língua pois, sua forma rugosa, acumula restos alimentares tornando-se um ambiente propício para as bactérias e a halitose.

Comum no passado, o escorbuto (decorrente da deficiência de vitamina C ), levava ao mau hálito pela alteração dentária e gengival, associada à infecção bacteriana.

Habitualmente, quem percebe o mau hálito não é o indivíduo, mas seus amigos ou familiares. O tratamento da halitose deve ser voltado para a causa. Porém, independentemente da causa, pode-se empregar antimicrobiano, sendo o metronidazol um dos mais indicados nesta condição.

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