O ar condicionado, quando usado de maneira adequada e com moderação, não é prejudicial à saúde. Entretanto, é fundamental entender o mecanismo do ar condicionado: ele resfria e resseca o ar.  O nosso corpo sabe defender-se do resfriamento; porém, o ar mais seco representa um problema para quem não possui um sistema de umidificação adequado, especialmente se o nariz estiver entupido e a pessoa respirar pela boca.

O pneumologista Prof. Dr. Francisco Vargas explica que o ar seco irrita os brônquios, produzindo mais muco e mais catarro, possibilitando o aparecimento de sintomas nas vias aéreas. Pessoas portadoras de rinite, asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) são as mais afetadas já que a mucosa respiratória desses pacientes reage exageradamente a pequenos estímulos, agravando ainda mais o quadro. Nessas condições, o ventilador é a melhor opção já que não há o ressecamento do ar. Porém deve-se estar atento à limpeza do local evitando desta forma a propagação dos ácaros presentes no ar , que piora as crises em pacientes alérgicos.

O mesmo se diz em relação a manutenção do aparelho de ar condicionado.  É de fundamental importância que se mantenha o aparelho absolutamente limpo, impedindo, assim, o acúmulo e o depósito das partículas existentes no ar, que podem se espalhar pelo ambiente. A presença dessas partículas, desde agentes poluentes, alergênicos ou até vírus de pessoas infectadas, possibilita a irritação nas vias aéreas dos indivíduos e/ou a transmissão de doenças virais e pode provocar, inclusive, o aparecimento de asma por reação, ou até mesmo quadros infecciosos, como as pneumonias.  A pior delas é a Legionella pneumophila, bactéria que habita os sistemas de reservatório de água de ar condicionado central e que pode ser disseminada pelos ambientes por meio dos dutos. A mortalidade de pessoas acometidas por este tipo de pneumonia, mesmo com tratamento, é superior a 20% dos casos adquiridos nos ambientes e até 50% dos casos adquiridos em hospitais.

Outro aspecto a comentar se fundamenta na manutenção da temperatura adequada. A pessoa que vive em ambiente refrigerado deve evitar a mudança brusca de temperatura, o "choque térmico", que propicia o aparecimento de tosse, gripe e até dores musculares, embora não exista uma explicação científica que explique o surgimento de doenças causadas pela mudança brusca de temperatura. O melhor, nesse casos, é prevenir. Antes de se submeter a uma mudança de temperatura, coloque sempre um agasalho até que a temperatura do corpo se equilibre e volte ao normal.


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