7 sinais graves da desidratação infantil

7 sinais graves da desidratação infantil

Quais os sintomas e as principais causas da desidratação?
A desidratação é bastante comum na infância devido às doenças gastrintestinais que cursam com diarreia e vômitos, frequentes nessa faixa etária.

Elevação da temperatura, falta de ventilação, excesso de roupas e febre alta também predispõem a desidratação, principalmente, em crianças que se desidratam com maior facilidade. A cada grau de febre acima de 37º exige acréscimo de água. Leia: A quantidade de água que os bebês necessitam

A perda de água pela pele e os pulmões (respiração acelerada) é maior do que se pode imaginar. Um dos grandes problemas é que os pequenos não sabem se expressar e dependem de terceiros para receber a água que necessitam. Por isso, ofereça água ao seu filho, principalmente, no estado febril e nos dias de calor. O choro pode ser uma manifestação de sede.

Crianças desnutridas, subnutridas, magras, abaixo do peso, que tenham alimentação com excesso de açúcar e farinhas, que sofrem de asma ou diabetes necessitam de maior quantidade de água.

O primeiro sintoma de desidratação é a sede, pois com a perda de água, a necessidade de beber líquidos aumenta. A sede já simboliza 20% do começo do quadro de desidratação e início dos desgastes do corpo. Leia: a importância da água para o corpo

A cada grau de desidratação as manifestações são acompanhados de outros sintomas. Os sinais mais graves de desidratação são:

1. Diminuição da quantidade de urina,

2. Olhos fundos e sem lágrimas,

3. Saliva escassa e espessa,

4. Recém-nascidos podem apresentar a moleira deprimida,

5. Irritabilidade,

6. Sonolência,

7. Palidez.

O tratamento varia conforme a gravidade do caso:

1. Crianças com diarreia e vômitos podem não apresentar nenhum sinal de desidratação inicial e deve ser oferecido líquidos, de preferência água, em pequenas quantidades, várias vezes ao dia. Procure ajuda médica para diagnóstico correto.

2. Crianças que apresentam sinais de desidratação sem maior gravidade devem receber soro de reidratação oral vendidos na farmácia, até a resolução dos sinais de desidratação. O pediatra irá orientar a dose adequada.

3. Quando o quadro for mais grave, o tratamento é realizado dentro do hospital com soro endovenoso até que a criança esteja hidratada.

O soro caseiro não está recomendado, pois não tem uma relação precisa de água, sal e açúcar, podendo piorar os sintomas. Fora do hospital pode-se oferecer o soro da Organização Mundial de Saúde ou fórmulas industrializadas, mas estes devem ser oferecidos apenas após os episódios de diarreia, uma vez que apresentam quantidade de sais, especialmente sódio, maior do que a quantidade perdida.

Conteúdo do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel). Capítulo de pediatria. Medico responsável Dr. Cláudio Schvartsman: Vice-Presidente de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein; Chefe do Pronto-Socorro do Instituto da Criança do HCFMUSP.