Por que a mononucleose infecciosa é conhecida como a “doença do beijo”?
A mononucleose infecciosa é uma doença causada pelo vírus Epstein-Barr. É popularmente conhecida como  “Doença do Beijo” porque este vírus é altamente contagioso e está presente na saliva das pessoas infectadas. Costuma ser mais frequentes em adolescentes e jovens adultos devido a maior variedade de parceiros de beijos nesta faixa etária.  É raro a transmissão pelo contato sexual ou transfusão sanguínea.

Como saber se meu parceiro está com mononucleose?
O período de incubação do vírus é de 35 a 45 dias e o período de transmissão pode durar de um ano ou mais e até mesmo transmitir de forma intermitente durante toda a vida.  Por isso é comum pessoas que pegam a mononucleose, não se lembrarem de ter tido contato com alguém doente. Em algumas pessoas, a mononucleose ocorre de forma mais branda, podendo passar desapercebida ou ser confundida com uma leve gripe. Este é outro motivo que faz pessoas transmitirem o vírus sem sequer imaginar que o tenha.  

Já tive mononucleose. Posso ser infectada novamente?
Cerca de 90% dos adultos já tiveram contato com o vírus Epstein-Barr e desenvolveram anticorpos contra ele. A mononucleose se manifesta apenas uma vez na vida.

Quais os sintomas da mononucleose?
A mononucleose pode se manifestar com febre alta, inflamação com secreções na faringe, dor para engolir, mal estar, aumento dos gânglios do pescoço e garganta, aumento do fígado e baço. Pode ocorrer também tosse, cansaço e dor nas articulações.  Essas manifestações são parecidas com sintomas de outras enfermidades como gripe, amigdalite ou faringite bacterianas, citomegalovirose e toxoplasmose. Por isso a importância do exame de laboratório para confirmar o diagnóstico já que a mononucleose não pode ser tratada com antibiótico. Na eventualidade de erro de diagnóstico, tendo o médico prescrito antibiótico (principalmente amoxicilina), o paciente desenvolve rash cutâneo (manchas avermelhadas pelo corpo). Pessoas com mononucleose  também devem evitar esforço físico por pelo menos quatro semanas, ou a critério médico, devido ao risco de ruptura do baço que pode levar à morte. Aumentos dos gânglios do pescoço, fígado e baço também é um dos sintomas de linfomas.

Qual o tratamento da mononucleose?
Apesar de incomodo e demorado, não existem remédios para o vírus. A mononucleose costuma curar espontaneamente em algumas semanas (de duas semanas a um mês). Porém, alguns doentes necessitam de meses para se restabelecerem totalmente.  São recomendáveis repouso relativo, antitérmicos e medicações sintomáticas para aliviar os incômodos.

Como é feito o diagnóstico da mononucleose?
O diagnóstico é feito de maneira simples. O exame de sangue hemograma acusa leucocitose, linficitose e taxa aumentada de linfócitos atípicos. Já o teste sorológico indica se a infecção é passada, recente ou atual. Diante da maneira como o vírus procede, a prevenção depende de bom senso, valorizando as circunstâncias. Não existe vacina terapêutica ou profilática.

Conteúdo do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel). Capítulo de infectologia. Médico responsável: Prof. Dr. Vicente Amato Neto (Prof. Titular Emérito do Departamento de Doenças Infecciosas da Faculdade de Medicina – USP) e Dra. Rosana Richtmann (Presidente da Sociedade Paulista de Infectologia). Proibida reprodução total ou parcial sem citar a fonte.

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