A tontura sempre é por distúrbios do ouvido interno (labirinto) ou pode ser por problema neurológico?
Na maioria das vezes, as tonturas são causadas por distúrbios do ouvido interno, a labirintite – clique no link azul para ler. As tonturas por alterações do sistema nervoso central (neurológicas) são menos frequentes e apresentam características diferentes da tontura labiríntica, chamada também de tontura de origem periférica.

Normalmente, quando a tontura está relacionada ao sistema nervoso central, problemas cardíacos ou de circulação, no lugar de sensação rotatória, o paciente apresenta mais frequentemente alterações do equilíbrio e da coordenação, podendo ocorrer também surtos momentâneos de perda de consciência (desmaio). Já na existência uma doença do aparelho vestibular ou, popularmente, uma labirintite, o sintoma mais importante é a tontura, quase sempre com características rotatórias (parece que tudo está rodando ou que o corpo está girando), acompanhada por náuseas e vômitos. Muito frequentemente, por ser uma disfunção do labirinto, o aparelho auditivo pode estar envolvido, ocasionando a presença de zumbido e perda auditiva.

O exame otoneurológico compreende exame otorrinolaringológico completo, testes clínicos que avaliam a coordenação, o equilíbrio e a função dos nervos cranianos, complementados por testes que medem a função auditiva e vestibular (audiometria, impedanciometria, eletronistagmografia e potenciais auditivos evocados do tronco cerebral). Esse exame é realizado em consultório e não apresenta desconforto para o paciente. Mesmo os testes de mensuração da função vestibular, que exigem a estimulação do labirinto através da irrigação de água ou ar, quente ou frio, no canal auditivo externo, promovem uma tontura que cede alguns minutos depois. Para isso, o exame não deve ser realizado durante a crise de tontura, e o paciente deve estar informado e tranquilo em relação aos testes. O exame otoneurológico, quando indicado, deve sempre ser realizado quando o paciente estiver fora da ação de medicamentos que interfiram na função vestibular, como os sedativos labirínticos e benzodiazepínicos.

Conheça outras causas que resultam em quadros de tontura:

1. Os quadros vasculares, tumorais, infecciosos, desmielinizantes e inflamatórios também podem determinar esses tipos de sintomas.

2. Quadros pré-sincopais (desmaio): nestes casos, uma certa diminuição do fluxo sanguíneo para o sistema nervoso central determina uma sensação de desmaio, muitas vezes com borramento visual precedente. 

3. Arritmias cardíacas, anemia e queda de pressão arterial podem determinar estes quadros.

4. Distúrbios de marcha: muitos pacientes com patologias que alteram a marcha, como a doença de Parkinson ou neuropatias periféricas, procuram o médico devido à tontura, que representa nesta situação um quadro de desequilíbrio. Um exame neurológico adequado determina o diagnóstico.

5. Manifestação de distúrbio ansioso depressivo: afastadas as causas orgânicas, muitos pacientes com quadros de tontura na verdade apresentam quadros de ansiedade e depressão, que determinam esta sintomatologia por virem associadas à quadros de hiperventilação, em que a excessiva eliminação de gás carbônico determina diminuição do fluxo sanguíneo cerebral e sensação de tontura.

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