HEMORROIDAS

Doença hemorroidária é conhecida desde o Egito Antigo. Muito comum, afeta ambos os sexos, todas as raças e idades, principalmente adultos jovens. É constituída por varizes das veias do reto, com dilatação, tortuosidade e ingurgitamento, semelhante às varizes de membros inferiores. A hemorroida pode ou não ser visualizada. O fato de ser externa, interna ou mista diz respeito à classificação das hemorroidas, que dependente da origem do vaso que a forma. Quando exteriorizada, o aspecto é de “bolinha” de sangue (mamilo hemorroidário). Quando interna, pode ser visualizada interiormente, no reto, apenas com o auxílio de instrumento apropriado.

 As causas mais comuns de hemorroidas são:
• Gravidez,  principalmente em mulheres multíparas (com várias gestações);
Obesidade, por aumento da pressão abdominal;
Prisão de ventre, devido ao esforço para evacuar;
• Vida sedentária, que provoca fezes mais duras;
• Sexo anal, que produz fissuras e aumenta a incidência de hemorroidas, além de agravar as já existentes.

Segundo o Prof. Dr. Luiz Chehter, autor do capítulo de gastro do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel), a complicação mais frequente é a hemorragia, que excepcionalmente é volumosa a ponto de levar à anemia. Após a evacuação, verifica-se que sangue goteja, espirra, recobre as fezes ou suja o papel higiênico. É obrigatório a diferenciação com hemorragia oriunda de tumor (até maligno, ou seja, câncer), doença inflamatória intestinal, doença sexualmente transmissível, lesão da pele perianal ou do ânus.

A doença gera desconforto e existe a dificuldade de higiene. Quando há dor, pode ter ocorrido trombose ou inflamação (flebite), mas ganha maior relevância a referida diferenciação com outras condições. Na população ocidental, mais de 30% das pessoas têm hemorróidas, entre as quais cerca de 10% necessitam de tratamento cirúrgico. Se há trombose (entupimento) do vaso hemorroidário (local onde se encontra a hemorroida), e ela não alivia com tratamento tópico (pomadas e supositórios), deve-se operá-la.

• Às vezes, apenas com a punção do trombo (coágulo sanguíneo) e a aspiração de seu conteúdo pode-se solucionar o problema. Caso não melhore, recomenda-se fazer hemorroidectomia (operação que extrai a veia doente).

• Atualmente, a ligadura elástica  — técnica que consiste em "enforcar" a hemorróida com um fio elástico — pode ser feita na maioria dos casos. É uma técnica não agressiva, feita em ambulatório e, no prazo de 24 horas, o doente já não sente mais os sintomas.

• As hemorroidas que não são tratadas não causam maiores problemas, a não ser o excesso de crises, que pode formar fissuras (rachaduras). Se o paciente tiver alguns cuidados poderá, até mesmo, conviver com elas por toda a vida.

• Vale lembrar que quem tem hemorroidas deve lavar a região anal e enxugar com toalha de algodão sempre que evacuar, pois o papel higiênico as irrita e provoca inflamação. Deve evitar também a ingestão de alimentos condimentados.

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Conteúdo do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel) - Editora CIP. Capítulo de Gastroenterologia. Proibida reprodução total ou parcial sem citar a fonte com o link.

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