Sintomas do câncer no intestino: cólon e reto

Sintomas do câncer no intestino: cólon e reto

Existe algum fator que desencadeie o câncer do intestino? Retirada parte do intestino, a pessoa pode levar uma vida normal?
Câncer do intestino delgado é extremamente raro. Quando se refere ao câncer do intestino fala-se do câncer de cólon ou do reto ou de qualquer segmento do intestino grosso. O intestino delgado é dividido em três segmentos: duodeno, jejuno e íleo. E o intestino grosso, em ceco, apêndice, cólons (ascendente, transverso, descendente e sigmoide) e reto. O material pastoso fica por, aproximadamente, 6 horas no intestino delgado, que mede 6 metros de comprimento. O normal é que permaneça no intestino grosso entre 6 e 10 horas, até que este receba o reflexo da evacuação. Quando o conteúdo fecal atinge a porção terminal do intestino, é enviado um reflexo para o cérebro, traduzido em vontade de evacuar.

Na maioria das vezes, o câncer é precedido por um pólipo. Pólipo é um tumor benigno, que se projeta para a luz do intestino (interior do intestino) dando origem ao câncer (câncer colorretal, também chamado de adenocarcinoma).

Um estudo do National Polyp Study realizado nos EUA mostrou que a transformação maligna de um pólipo maior que 1 cm ocorre, em média, após 5,5 anos e de pólipos menores em cerca de 10 anos.

O fator genético também é importante. Quando há alguém na família com câncer de cólon, seus familiares, principalmente os de primeira geração, devem ser submetidos à colonoscopia. Colonoscopia é exame obrigatório para todos os indivíduos com 50 anos de idade, momento mais propício para verificar se há pólipos. Os pólipos não desencadeiam sintomas, mas devem ser extirpados antes que originem o câncer, por isso a importância do exame preventivo. Leia: Diagnóstico do câncer de cólon e reto

Se o câncer do cólon não atingir o esfíncter anal, faz-se uma colectomia (retirada de parte do intestino grosso). Nesses casos, a pessoa leva uma vida normal, pois, com o tempo, o intestino se adapta à nova condição.

Quando há necessidade de remover o reto, o cirurgião prepara uma bolsa feita com um segmento de intestino para servir de reservatório de fezes. Caso o tumor atinja o esfíncter anal, torna-se necessária a retirada e fechamento do reto e exteriorização do cólon na parede abdominal (colostomia), onde se coloca uma bolsa para coletar as fezes. É incômodo e exige adaptação dos doentes.

Existe algum sintoma que pode sugerir o câncer colorretal?
Algumas mudanças no hábito intestinal podem sinalizar a existência do câncer. Entre elas podemos citar como sinal de alerta:

• Diarreia ou prisão de ventre,

• Fezes pastosas e de cor escura,

Sangue nas fezes ou no ânus,

• Sensação de que o intestino não esvaziou completamente,

• Sensação dolorida na região anal,

• Esforço para evacuar sem sucesso,

• Gases,

• Cólicas,

• Náuseas e vômitos,

• Perda de peso sem causa aparente,

• Cansaço,

• Anemia sem origem determinada em pessoas com mais de 50 anos.

É possível prevenir o câncer de cólon e reto? Quem faz parte do grupo de risco?
Para detectar precocemente é necessário pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopias). Estes exames devem ser feito por pessoas com mais de 50 anos que pertençam ao grupo de risco ou aquelas que apresentam manifestações de sintomas.

No grupo de risco estão os pacientes com história familiar de câncer colorretal, existência de pólipos ou doenças inflamatórias do intestino como a retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, história pessoal da doença (já ter tido câncer de ovário, útero ou mama), além de obesidade e inatividade física. Para o diagnóstico é necessária a biópsia (exame de fragmento de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada do fragmento é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio).

Uma dieta rica em fibras, composta de alimentos como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, grãos e sementes, além da prática de atividade física regular, ajuda na prevenção do câncer colorretal.

É importante evitar o consumo de bebidas alcoólicas, de carnes processadas e de quantidades acima de 300 gramas de carne vermelha cozida por semana.

Existe tratamento para o câncer de intestino (colorretal)?
A cirurgia é o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os nódulos linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema imunológico) próximos à região. Em seguida, a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, é utilizada para diminuir a possibilidade de volta do tumor.

O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas. Leia Metástase

Leia o artigo completo: diagnóstico de pólipo e câncer colorretal