A MULHER SEMPRE ENGORDA NA MENOPAUSA?

Nem toda mulher engorda na menopausa. São inúmeros os fatores que podem levar ao ganho de peso nessa fase da vida, entre eles a inatividade física e até mesmo fatores psicológicos, que podem provocar o aumento da ingestão de alimentos. A falência ovariana e a ausência das menstruações por si só não causam ganho de peso e apenas algumas mulheres apresentam aumento de peso com a reposição hormonal após a menopausa.

Se algumas mulheres engordam durante a reposição hormonal, pode ser devido à progesterona, hormônio que favorece o acúmulo de sal e água em nível renal, influindo também nos ponteiros da balança. “Entretanto é importante ressaltar e explicar que a falta do principal hormônio do ovário, o estrogênio,  provoca uma mudança na deposição de gordura, favorecendo uma distribuição de gordura mais masculina, ou seja, leva a diminuição da gordura nos quadris e coxas e aumento da gordura abdominal, mas o que não altera o peso no balanço final”, explica o endocrinologista Prof. Dr. Alfredo Halpern, autor do capítulo de endocrinologia do livro Medicina, Mitos e Verdades (Carla Leonel).

O estrogênio é o principal hormônio feminino, e a sua falta leva à outras alterações e problemas tais como:

• Perda gradual da massa óssea, predispondo à osteoporose;

• Aumento do risco de doenças cardíacas e cerebrovasculares (AVC, popularmente conhecido como "derrame”);

• Secura da mucosa vaginal com dispareunia (dor durante a relação sexual);

• Turgor da pele diminuído: turgor é a capacidade da pele de reacomodar-se após ser tracionada ou "pinçada entre os dedos". Tem um sentido oposto ao da flacidez, porém não envolve apenas este conceito, pois reflete também o grau de hidratação do indivíduo. Vale dizer que o turgor da pele diminuído não é característica apenas de indivíduos idosos ou mulheres pós-menopausa. As crianças desidratadas podem ter a pele com turgor diminuído devido a desidratação.

Um alerta quanto a reposição de estrogênio no climatério (menopausa):  "o estrogênio administrado isoladamente  leva à proliferação do epitélio uterino (camada de revestimento interno do útero), aumentando o risco de desenvolvimento de tumores de útero", diz o médico. 

"O ideal é que haja a associação de progesterona —  repondo-se os dois hormônios juntos, estrogênio e progesterona, concomitantemente, ou de modo cíclico —  que impede essa proliferação, não havendo então, o aumento do risco desses tumores. Por esse motivo, na mulher com útero (que não foi histerectomizada), o estrogênio não deve ser administrado

A reposição hormonal tem vários benefícios e só deve ser evitada em mulheres que já tiveram tumores de mama ou que têm fortes antecedentes familiares dessa doença. Pacientes com reações importantes com a reposição como enxaqueca e tromboses venosas também devem evitar a utilização dos hormônios. Portanto, a reposição hormonal apenas deverá ser indicada em casos muito específicos, ou seja, quando os benefícios da reposição forem maiores que os possíveis riscos, e com avaliações médicas e laboratoriais mais frequentes.

Quanto a idade em que ocorre a menopausa  ela é variável e tende a seguir um padrão familiar.  Acontece, normalmente, entre os 42 e 56 anos de idade.  Fora desta faixa etária, é considerado menopausa precoce e tem como causa à falência precoce dos ovários, a sua retirada cirúrgica ou a Ooforites (infecções frequentes e repetidas do ovário).

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