A síndrome do intestino irritável é caracterizada por dor e distensão abdominal, flatulência e alteração do hábito intestinal. Pode haver diarreia, constipação (intestino preso) ou alternância destas condições. Às vezes se percebe muco nas fezes, mas sem a presença de sangue. Não ocorre febre, desidratação, emagrecimento ou qualquer outra exteriorização de risco, como anemia ou prejuízo do sono.

Essa síndrome compromete cerca de 20% da população ocidental, sendo pequena a parcela dos indivíduos que procura assistência médica. Acomete adolescentes e adultos jovens, predominando nas mulheres. O gastroenterologista Prof. Dr. Luiz Chehter tranquiliza: “essa condição não mata, não complica, mas prejudica a qualidade de vida.” Ocorre a perda de energia e de libido. O indivíduo falta ao trabalho e produz menos. A síndrome já foi atribuída a muitos fatores, mas não se conhece a causa. Não há alterações anatômicas e bioquímicas. Não há marcadores, exames subsidiários que permitam identificá-la. Houve época em que o quadro foi atribuído a alterações emocionais, chegando-se a encaminhar pacientes para atendimento psiquiátrico, mas, hoje, sabe-se que a minoria deles têm problemas dessa ordem.

Situações estressantes motivam o agravamento, mas não constituem a causa. Ocorre piora em casos de perdas, como abuso sexual, morte, separação, desemprego, trauma emocional e/ou físico. Mesmo circunstâncias felizes, mas estressantes, motivam agravamento ou desencadeamento, como o de sucesso no vestibular, casamento ou nascimento.

Em relação às alterações que ocorrem na síndrome, reconhece-se que há hipersensibilidade e dismotilidade do intestino (intestino muito sensível ou, contrário, sem motilidade). Portadores da síndrome têm sensação de excesso de gases e fezes, sendo que isto não corresponde à realidade. Até 10 gramas de fezes provocam necessidade de evacuação, razão pela qual eles evacuam mais vezes e em pequenas quantidades. Perde-se a coordenação das contrações intestinais. Contraturas musculares de segmentos intestinais próximos se desenvolvem e motivam o desenvolvimento de elevadas pressões entre aqueles segmentos, com dor e falência da progressão do conteúdo do intestino.

“O diagnóstico é eminentemente clínico. Poucos são os exames subsidiários a serem realizados. Deve ser afastada intolerância à lactose, parasitose intestinal, doença inflamatória intestinal e distúrbio da tireoide. Muitos acham que também deve ser afastada a possibilidade de doença celíaca”, alerta o médico.

O tratamento envolve orientação dietética, uso de sintomáticos, antidepressivo em pequena dose e/ou de fármaco, que interfira com a motilidade intestinal. Os alimentos gordurosos (bacon, banha, maionese, manteiga, amendoim, chocolate), assim como os condimentados, o café, o álcool, e os produtos adoçados artificialmente (com sorbitol ou lactitol), devem ser evitados ou consumidos apenas em pequenas quantidades.

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