Anemia  é uma palavra que vem do grego e significa negação de sangue (na = negação e haima = sangue).  São vários os tipos de anemia e neste artigo vamos fazer uma abordagem geral.  Anemia é definida como a condição na qual a concentração de hemoglobina no sangue está abaixo do normal.  A hemoglobina é uma proteína presente nos eritrócitos (hemácias). Seu pigmento é que dá a cor vermelha ao sangue e tem a função de transportar o oxigênio, levando-o dos pulmões aos tecidos de todo o corpo.

A anemia pode ser determinada por diversos fatores. Cerca de 50% dos casos acontecem em função da deficiência de ferro, determinada pela dieta insuficiente em ferro. As outras causas são relacionadas às deficiências de folato, vitamina B12 ou vitamina A, inflamação crônica, infecções parasitárias, doenças hereditárias e doenças autoimunes. Entre os grupos de risco mais vulneráveis para a ocorrência de anemia, estão às crianças menores de dois anos, as gestantes e as mulheres em idade fértil.

Os sintomas de uma anemia crônica incluem:
• Palidez,
• Cansaço,
• Sonolência,
• Falta de memória,
• Falta de ar,
• Queda de cabelo e unhas quebradiças,
• Infecções de repetição,
Tontura (clique no link azul para conhecer outras causas da tontura),
• Taquicardia.

O paciente também tende a não conseguir fazer grandes esforços, já que os sintomas da anemia se agravam progressivamente. Mas, por serem sinais sutis no início, muitas pessoas com alguns tipos de anemia nem sempre notam o problema até se tornar crônica. Quando se diz que a anemia é crônica significa que tem duração prolongada ou por ser recorrente, ou seja, ela se cura e retorna com grande frequência.  Por isso, a importância de fazer exames de sangue regularmente para detectar o problema ainda no início. Também não basta apenas detectar a anemia. O problema deve ser investigado para que as causas dela sejam descobertas. Só assim é possível estabelecer o tratamento adequado a cada caso.

Já a anemia aguda são aquelas que ocorrem por grande quantidade de perda de sangue (aguda significa de início súbito e de rápida duração). Perdas entre 10 e 20%, como as que podem acontecer em acidentes, cirurgias ou hemorragias, causam sintomas como tonturas e desmaios. Perdas sanguíneas acima de 20% podem provocar taquicardia, queda de pressão e palidez. Se a perda ultrapassar 30%, pode ocorrer o choque, uma condição em que o coração e os vasos não são capazes de irrigar todos os tecidos do corpo, o que leva à morte em poucos minutos. (Clique no link azul para saber mais sobre choque)

O tipo de anemia mais comum é causado por deficiência de ferro e o nome técnico é anemia ferropriva. Se uma pessoa não tem uma alimentação adequada ou tem verminose ou perda de sangue por doença, ela pode ter anemia por falta de ferro. Com a diminuição de ferro os órgãos não recebem a quantidade suficiente de oxigênio e não podem desempenhar bem suas funções.

As principais consequências da deficiência de ferro são:
• Comprometimento do sistema imune, com aumento da predisposição a infecções;
• Aumento do risco de doenças e mortalidade perinatal para mães e recém-nascidos;
• Aumento da mortalidade materna e infantil;
• Redução da função cognitiva, do crescimento e desenvolvimento neuropsicomotor de crianças com repercussões em outros ciclos vitais;
• Diminuição da capacidade de aprendizagem em crianças escolares e menor produtividade em adultos.

Alimentos fontes de ferro
O ferro é um micronutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese de células vermelhas do sangue (hemácias) e no transporte do oxigênio no organismo. Há dois tipos de ferro nos alimentos: ferro heme (origem animal, sendo mais bem absorvido) e ferro não heme (encontrado nos vegetais).

Alimentos fontes de ferro heme: carnes vermelhas, principalmente vísceras (fígado e miúdos), carnes de aves, suínos, peixes e mariscos.
Alimentos fontes de ferro não heme: hortaliças folhosas verde-escuras e leguminosas, como o feijão e a lentilha.

Como o ferro não heme possui baixa biodisponibilidade, recomenda-se a ingestão na mesma refeição de alimentos que melhoram a absorção desse tipo de ferro, por exemplo, os ricos em vitamina C, disponível em frutas cítricas (laranja, acerola, limão e caju), em vitamina A (mamão e manga ) e hortaliças como abóbora e cenoura.

Clique nos links de cor azul e você será direcionado aos assuntos correspondentes. Nos próximos artigos iremos abordar os outros tipos de anemia.

Fonte: Ministério da educação; UFRJ; Site Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel). Proibida reprodução total ou parcial sem citar a fonte com o link ativo

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