A prática de exercícios e esportes, tão defendida atualmente, pode ser prejudicial ao organismo? Qualquer exercício realizado com prudência e cautela, sob orientação do médico ou de pessoas capacitadas, não deve causar prejuízos à saúde. Os esportes praticados exclusivamente durante os fins de semana, como jogar futebol ou tênis muitas horas seguidas, por exemplo, é extremamente prejudicial. Por falta de condicionamento físico dos praticantes, o exagero dos exercícios acaba oferecendo mais malefícios do que benefícios.

 

Já o atleta que optar por realizar exercícios de modo incorreto ou inadequado, pode experimentar problemas. O ortopedia Prof. Dr. Moisés Cohen cita como exemplo a tendinite (inflamação do tendão) no cotovelo dos tenistas (tênis elbow), lesões musculares dos corredores e até fraturas por estresse ou por fadiga. Por isso, evite, da mesma forma, movimentos de grande amplitude sem estar orientado.

 

Neste artigo vamos falar da fratura por estresse que é consequência do desgaste ósseo causada pela sobrecarga ou exercícios repetitivos de grande intensidade. O desgaste ósseo é originado da fadiga muscular: músculos cansados deixam de absorver grande parte da energia e os ossos acabam cumprindo esta função, desgastando sua estrutura. Os mais atingidos são os da perna (fêmur e tíbia) e dos pés (calcâneo). 

 

É fundamental que seja respeitado os princípios de repouso e progressão da atividade, evitando, desta forma, que o osso seja submetido a uma sobrecarga excessiva ocasionando essas microscópicas fraturas internas. Por serem minúsculas, são difíceis de serem detectadas em radiografias o que acaba por agravá-las. Para o diagnóstico é necessário exames específicos, como a cintilografia óssea ou a ressonância magnética. Caso não seja diagnosticada e tratada, pode ocorrer modificações anatômicas e a fratura completa. 

 

Também não se pode negligenciar o tipo de calçado indicado para a prática esportiva: tênis de baixa absorção de impacto, velho ou desgastado, ou que não se adapta ao pé do atleta pode causar lesões. Até mesmo a qualidade do piso de treinamento dos corredores (desnivelado, irregular ou muito rígido) é fator de risco. Alguns estudos mostram que existe uma incidência menor de lesões quando se substitui as corridas do asfalto para superfícies mais macias, como pistas de atletismo. 

 

Após o tratamento, como saber se estou realmente curado?

A formação de calo ósseo e obliteração da linha da fratura nas radiografias simples e principalmente na tomografia são fatores determinantes do processo adequado de cura da fratura por estresse. Outros critérios usados são a ausência de sintomas durante a feitura de testes provocativos de dor no local da lesão e ausência total de dor no local acometido, principalmente durante a prática esportiva. 

Quanto tempo depois posso voltar a correr?
O retorno para atividade esportiva definitiva deve ser gradual e iniciada de 10 a 14 dias após ausência total de dor e com aumento de 10% da intensidade do treino a cada semana.

É importante a compreensão do atleta, dos treinadores e da equipe técnica esportiva sobre os fatores de risco e condições as quais levaram àquela lesão para que possam ser corrigidas e se prevenir recorrência e aparecimento de novas lesões.

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