Um dos hormônios produzidos pelas glândulas suprarrenais (também chamada de adrenais) é o cortisol, que além de ter ação anti-inflamatória, regula o metabolismo e a glicose no sangue para fornecer energia aos músculos e nervos. Em condições de estresse, este hormônio é produzido e liberado no organismo em doses mais elevadas, o que não é bom.

Primeiro vamos explicar o funcionamento do corpo para você entender este mecanismo: quando a pessoa passa por um estresse, o hipotálamo (localizado no cérebro e tem como uma de suas funções regular a liberação dos hormônios de diversas glândulas) recebe o aviso de perigo e ativa a corticotropina, um estimulante que desencadeia a reação do estresse. A corticotropina entra em ação e atinge a hipófise fazendo liberar o hormônio adrenocorticotrópico na circulação sanguínea. Este hormônio por sua vez, ativa as glândulas adrenais que libera cortisol no sangue em quantidade acima das necessidades do organismo - veja a ilustração.  O cérebro "entende" que em situação de estresse o organismo precisa de muita energia para ir a luta. E essa força extra é conseguida com o aumento do cortisol que é o hormônio que fornece energia aos músculos conforme explicamos acima.

E qual o problema do excesso de cortisol no sangue?

Uma resposta exagerada de cortisol na corrente sanguínea, aumenta a pressão sanguínea e os níveis de açúcar (glicose) no sangue para permitir que o corpo tenha mais energia para lutar. Entretanto, níveis elevados da pressão sanguínea predispõem a doenças cardíacas. Já o excesso de açúcar no sangue leva a um aumento da gordura abdominal que se acumula não apenas embaixo da pele como também nas víseras (órgãos abdominais, artérias e veias), podendo elevar também o colesterol e provocar o diabetes tipo 2 - clique no link azul e leia mais sobre as doenças descritas.

Um dos sintomas do excesso de cortisol é o desejo por comidas com alto valor energético, tais como doces, carboidratos e gorduras. E tem lógica já que são esses os alimentos que proporcionam energia.

E agora?

Com o eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal desregulado pelo estresse, em pessoas que não conseguem lidar com situação estressante, acabam, inconscientemente, desenvolvendo um comportamento vicioso gerado por motivação/recompensa através do exagero no consumo desses tipos de alimentos. Pior, todos esses mecanismos potencializam a obesidade com predominância em gordura abdominal.

A explicação para este tipo de compulsão alimentar calórica: pesquisas concluíram que a gordura abdominal faz aumentar a insulina (hormônio que metaboliza a glicose do sangue e transforma em energia). A insulina alta envia mensagem ao cérebro que amortiza a resposta ao estresse e promove sensação de bem estar, tal como uma droga. Porém, não é desta forma que o estresse é resolvido e pra piorar, o organismo poder se tornar resistente a insulina (causa do diabetes), e a pessoa ainda se torna obesa – clique no link azul para ler e veja também a matéria completa: obesidade pode causar diabetes

Portanto, em situações de estresse, procure ajuda profissional e fique de atento ao seu cortisol. O exame para verificar a dosagem de cortisol no seu organismo é feito através de coleta de sangue em horário pré-determinado pelo seu médico.

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