A gordura é quebrada no duodeno (primeira parte do intestino delgado, abaixo do estômago) por uma enzima chamada lipase e é transportada no sangue por proteínas, sob a forma de triglicérides (uma forma de gordura). O adipócito (célula gordurosa), pela ação de uma outra enzima, capta e armazena esses triglicérides. O endocrinologista Prof. Dr. Alfredo Halpern explica que o  ganho de peso ocorre na dependência da quantidade de gordura estocada (lipogênese) e da quantidade de gordura queimada (lipólise). Este processo ocorre algumas horas após a ingestão do alimento, porém a variação de peso que ocorrerá depende de inúmeros outros fatores, como atividade física, quantidade de água e sal da dieta, fase do ciclo menstrual, gravidez etc.

 

Apesar de variações do conteúdo da bexiga, do estômago e do intestino também pesarem na balança, é evidente que o ganho de peso em um indivíduo não é proporcional simplesmente ao peso do alimento. O impacto de 1 kg de alface sobre o peso corporal não é igual ao de 1 kg de sorvete de chocolate. Embora 1 kg de alface represente 1 kg a mais na balança até ele ser eliminado do organismo, o que conta são as calorias e o teor de gordura que foram ingeridos. Estes sim, no caso do sorvete de chocolate, por exemplo, representariam um aumento considerável nos ponteiros da balança, mesmo após sua eliminação via fezes e urina, já que as gorduras são absorvidas e estocadas pelo organismo durante o processo de digestão.

 

Além da ingestão de alimentos, existem outros fatores que alteram a balança. A ação da gravidez, por exemplo, faz com que se acumule um pouco de líquido nos membros inferiores  (mesmo que não se note inchaço) que é reabsorvido durante a noite (quando a pessoa está deitada) e eliminado pela urina de manhã cedo. Por isto é que existe a variação de peso dependente da hora em que se sobe na balança. Esse é um dos motivos que faz com que o peso de um indivíduo pela manhã seja sempre menor do que à noite.

 

Durante a segunda fase do ciclo menstrual (após o meio do ciclo, quando ocorre a ovulação), há um aumento do nível de progesterona, um hormônio que favorece o acúmulo de sal e água em nível renal, influindo também nos ponteiros da balança. A ingestão de cerca de 7.500 calorias além das necessárias para a manutenção do peso leva ao ganho de 1 quilo na balança. Esse ganho ocorre durante as horas que se seguem à ingestão do excesso de calorias.

 

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