ENXAQUECA TEM TRATAMENTO

A verdadeira causa da enxaqueca ainda não é conhecida. Sabe-se que algumas pessoas apresentam fatores genéticos, hormonais, bioquímicos e funcionais que propiciam o desenvolvimento da dor. A enxaqueca pode desaparecer — são os denominados períodos de acalmia — para retornar após anos.  A predisposição à enxaqueca é para toda a vida, embora se saiba que as variações hormonais naturais na mulher predispõem ao seu aparecimento. Na menopausa, por exemplo, há um alívio ou desaparecimento da dor na maioria das mulheres que sofrem de enxaqueca. 

A teoria mais aceita, atualmente, propõe a existência de fatores precipitantes (estresse, alimentos, substâncias químicas, etc) levando à mudanças bruscas no calibre de vasos cerebrais (vasoconstrição e vasodilatação), e consequente liberação de substâncias químicas que causam dor. Somente as pessoas com predisposição para a enxaqueca seriam sensíveis à tais mudanças e teriam as crises de dor de cabeça.

Alguns casos mais rebeldes de enxaqueca tem controle difícil. Estes pacientes sofrem várias crises mensais e, sem tratamento adequado, tornam-se escravos da dor. Na verdade, a principal causa para enxaqueca não controlada é a falta de terapêutica adequada. Muitos acreditam que, por se tratar de doença que não mata, a enxaqueca não necessita de tratamento específico e cuidadoso, e passam muitos anos com crises fortes, sem acompanhamento médico. A automedicação e abuso de medicamentos pode trazer graves problemas.

O neurologista Prof. Dr. Milberto Scaff esclarece que não se pode dizer que a enxaqueca tem cura, porém seu controle correto torna a vida do paciente absolutamente normal e, com o passar do tempo, as crises mais fortes tornam-se raras. A enxaqueca pode ser controlada com a utilização de medicamentos ditos profiláticos, que são aqueles administrados independentemente da presença da dor e com medicamentos recomendados quando a dor se manifesta.

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Conteúdo do livro MEDICINA — MITOS & VERDADES (Carla Leonel )  Capítulo de neurologia. Médico responsável Prof. Dr. Milberto Scaff (Prof. Titular de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo/FMUSP). Proibida reprodução total ou parcial sem citar a fonte.

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