No pelo, na saliva, nas patas, nas fezes e na urina de gatos e cachorros residem inúmeros microorganismos capazes de provocar doenças.

Este contato pode ocorrer por meio de manipulação direta desses excrementos, ou por alimentos crus contaminados, ou ainda em bancos de areia para brincar e na praia. Vale lembrar que o animal pode ser somente portador desses microrganismos sem, necessariamente, apresentar sinais de doença. Outra forma de contaminação ainda pode ser por meio do contato com carrapatos que podem estar aderidos na pele dos animais.

No entanto, os cuidados com vacinação e revisões médicas dos animais, mesmo sem estarem doentes, e mantendo a higiene adequada do seu animal de estimação, facilitam e garantem uma convivência vigiada com eles.

A prevenção envolve adequada lavagem de mãos após manipulação dos animais, cuidados adequados com os excrementos dos animais (não devem ficar expostos por muito tempo), rápida identificação e tratamento de animais doentes e cuidados veterinários de rotina nos animais domésticos. Pessoas mordidas por cães e gatos devem procurar assistência médica imediata para avaliação e, se necessário, tomar soro antirrábico. Precauções especiais são necessárias para pessoas com problemas no sistema imune.

Feridas decorrentes de mordeduras são prevalecentes em crianças, sendo responsáveis por alta proporção de consultas de emergência. Em uma estimativa anual, observa-se que as mordidas de animais são a quarta principal causa de acidentes em crianças menores de 9 anos de idade.

As principais doenças transmitidas por cães e gatos vêm dos pelos e saliva, fatores desencadeantes de problemas alérgicos tipo bronquite asmática ou rinite alérgica. Através da auto-higiene, o gato leva para o pelo os germes da saliva e das glândulas sebáceas da pele, transmissores de dermatites.

A doença por arranhões de gato aparece após a unhada, formando uma lesão avermelhada na pele que pode evoluir para necrose (morte do tecido da pele) e ulceração. Por conta disso formam-se gânglios, que aumentam de volume, são dolorosos e frequentemente supuram.

Através das fezes e das lambidas os gatos são transmitidos os parasitas. O contágio também pode se dar pela contaminação da água e dos alimentos a que o gato tenha tido acesso. As crianças podem adquirir os parasitas em tanques de areia contaminada com fezes de gato. A larva migrans (bicho geográfico) é adquirida através das fezes dos cães, principalmente na praia, escolas, prédios ou casas em que transitam os cachorros.

A toxoplasmose Gondii é uma infecção transmitida pelo protozoário que se aloja no intestino dos felinos — nos grandes centros, o principal é o gato — e chega ao homem por meio do contato com as fezes do animal. Nos portadores do vírus da AIDS, a toxoplasmose pode ter consequências graves e até levar à morte. Mulheres com toxoplasmose precisam de cuidados especiais durante a gravidez.

O cão é um importante reservatório e transmissor de microorganismo, que provoca leishmaniose visceral, uma doença perigosa transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. A transmissão ocorre apenas se ocorrer a picada do mosquito fêmea infectado tanto em animais como nas pessoas.  Esse mosquito costuma atacar no amanhecer e entardecer. Seu habitat preferido são lugares escuros e úmidos, normalmente próximos de residências onde encontra-se material orgânico.  Mantenha a casa limpa, não deixe exposto excrementos de animais, embale sempre o lixo e coloque telas nas janelas.

Os sintomas da infecção são iguais tanto no homem como no animal e se assemelham aos casos de doença de Chagas, esquitossomose, malária e febre tifoide: fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, aumento do fígado e baço, palidez, anemia, problemas respiratórios, diarreia, sangramento na boca e intestino além de febre que pode durar semanas. Por isso é importante o diagnostico precoce para o tratamento adequado e evitar complicações decorrentes desta enfermidade.

A raiva é a mais grave afecção transmitida por mordida de animais. É provocada por um vírus que ataca o sistema nervoso central e promove contratura na região do esôfago, causando muita dificuldade para respirar e engolir até mesmo água. Pessoas com esse vírus têm distúrbios comportamentais e morrem em consequência da contaminação.

Cães e gatos transmitem, também, a leptospirose. A doença pode ser adquirida por contato direto com a urina dos animais ou, mais comumente, através da água contaminada. As leptospiras penetram através de mucosas íntegras, por ferimentos de pele ou por ingestão de água contaminada. É comum aparecerem surtos de leptospirose em épocas de enchentes, quando as pessoas entram em contato com as águas das chuvas infestadas por leptospira.

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