Na maioria das vezes, o corrimento não tem relação com a higiene. Mas existem recomendações importantes no sentido de evitá-lo:
• Se um casal tiver relação sexual por via anal, não deve repeti-la por via vaginal sem antes fazer higiene;
• Depois de evacuar, a limpeza se faz da frente para trás, para não colocar as fezes em contato com a vagina.
Quem habitualmente é acometida por corrimentos deve ir ao ginecologista para verificar o fator que provoca o problema. Segundo o ginecologista Prof. Dr. Thomaz Gollop, as mulheres mais predispostas a corrimentos frequentes são as diabéticas, que apresentam corrimentos provocados por monilia (cândida ou fungo), e as com ferida no colo do útero, que têm corrimento com secreção sanguinolenta. Um outro fator que predispõe à secreções frequentes é a alteração da acidez vaginal. Qualquer corrimento é um sinal visível de que algo está errado. É fundamental que seja feito o exame laboratorial da secreção, antes de tratá-la.

Os corrimentos citados abaixo são os mais frequentes e todos necessitam de consulta médica e tratamento adequado. Alguns deles podem ser inclusive um dos sintomas de doenças sexualmente transmissíveis.

• Corrimento branco, leitoso: é o mais comum. Provoca coceira e normalmente não tem cheiro. É o corrimento provocado por fungo (cândida ou monilia). O tratamento é feito à base de cremes ou óvulos vaginais específicos, que são introduzidos na vagina. Por indicação médica poderá ser necessário o tratamento do casal;

Corrimento amarelo ou amarelo-esverdeado: caracteriza-se por ter mau cheiro, causar irritação vaginal e não provocar coceira. É o corrimento provocado por trichomonas, cujo tratamento deve ser feito no casal à base de comprimidos e acrescido de creme vaginal para a mulher.

Gardnerella também é causa deste tipo de corrimento, causa mau cheiro (odor de peixe podre) e exige tratamento da mulher e do parceiro utilizando metronidazol. Na prática, é importante lembrar que, se houver relacionamento sexual durante o tratamento, é necessário o uso de preservativo para evitar intercontaminação.

Clamidia: é um corrimento frequente e o tratamento é à base de antibiótico. Muitas vezes, esse tipo de infecção costuma ser assintomática (não apresenta sintomas) e é diagnosticada apenas por exames laboratoriais;

Gonorreia: frequentemente, a mulher não percebe que a possui, por ser assintomática (sem sintoma). Às vezes, se manifesta por um corrimento amarelado ou por uma uretrite (inflamação da uretra). O tratamento é feito com antibióticos;

Corrimento com sangue: dependendo da idade da mulher, pode ser um sinal precoce de um câncer na região genital. Secreções sanguinolentas persistentes sempre são um sinal de alerta.

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