O que é septicemia?
A septicemia é uma infecção em que a bactéria ou germes, a partir de um ponto no organismo, atinge vários órgãos do corpo, dando um caráter mais generalizado à infecção. É um processo com duração variável. Existem as septicemias graves, as mais suaves e as muito graves. De um modo geral, a septicemia é um quadro delicado e inspira muito cuidado.

Quais as causas da septicemia e em quanto tempo ela ataca os outros órgãos?
Sua instalação é rápida, ocorre em 1 a 3 dias. A causa da septicemia é uma infecção por bactéria que pode começar em qualquer órgão do corpo tais como o aparelho urinário, o intestino, o pulmão e até mesmo a pele, por exemplo, e alcança outros órgãos através da corrente sanguínea.

Exemplificando, um indivíduo tem um furúnculo, doença altamente infecciosa, e no ato de drená-lo, o germe vai para o sangue, através do qual se espalha.  Uma infecção intestinal por vários tipos de germes também pode levar à infecção generalizada. A septicemia pode também acontecer em um indivíduo de saúde normal. Ela não apresenta relação com debilidade orgânica.

Segundo o infectologista Paulo Olson, a doença de base, contudo, é o principal indicativo para o êxito na ação contra a septicemia: “Se contraída em casa, a partir de uma infecção de pele, por exemplo, o prognóstico é bom. Se adquirida no hospital, a partir de uma bactéria mais resistente, o prognóstico é ruim. De qualquer forma, pesam as condições gerais de saúde da pessoa infectada”.

As infecções do trato urinário são das mais recorrentes causadoras de septicemia: pacientes com sonda uretral, utilizada para coleta de urina, exigem atenção especial. As infecções respiratórias também são grandes responsáveis por quadros septicêmicos. “Há pessoas que estão em casa, sendo tratadas com antibióticos e, sem perceberem, evoluem para uma sepse. É que a resistência delas está tão baixa que o antibiótico não resolve”, menciona Paulo Olson.

Um paciente com infecção generalizada está sujeito a entrar em choque séptico, o que pode levá-lo à morte em poucos minutos. “Quando a pessoa com septicemia apresenta grande quantidade de bactérias na circulação sanguínea, a oxigenação do corpo fica difícil, há uma queda brusca da pressão arterial e ocorre uma série de eventos que a levam à morte”, destaca Paulo Olson. “Um indivíduo em choque séptico não tem respiração celular”, explica o médico.

Quais as chances de sobrevivência em pacientes com septicemia?
Hoje, a chance de sobrevivência de uma pessoa que contraiu a doença é bem maior. Em casos de diagnóstico bem feito, a ocorrência de morte é inferior aos 10%, desde que a pessoa seja atendida e cuidada por quem realmente entende do assunto. Em hospitais, um dos cuidados no sentido de prevenir infecções hospitalares, é evitar internações prolongadas. A septicemia é a principal causa de morte de pacientes em UTI superando o câncer e o infarto. Estatísticas do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde registra 220 mil mortes por ano no Brasil em decorrência de septicemia.

Quais os sintomas que sugerem uma infecção generalizada (septicemia)?
Os sintomas são febre acima de 38ºC graus ou abaixo de 36ºC graus, enjoo, vômitos e diarreia, além de fraqueza, tremor e falta de ar. A pressão arterial do paciente cai, ele não consegue urinar e apresenta confusão mental.

Como tratar a septicemia?
É fundamental o diagnóstico precoce para salvar a vida do paciente. Todo pessoa com infecção, por menos grave que seja, deve respeitar as orientações médicas e seguir à risca o tratamento com o antibiótico indicado. No quadro de septicemia, o  tratamento deve ser imediato, com medidas de auxílio à sustentação do organismo como reposição de líquidos e eletrólitos, restauração e manutenção da pressão arterial e utilização de antimicrobianos certos. Paciente com septicemia necessitam de internação em UTI.

Quais as consequências da septicemia?
Um paciente em situação de septicemia pode ter várias complicações, desde um abscesso, um enfisema na pleura, uma pericardite, e em alguns casos, pode ser necessária cirurgia (tratamento considerado auxiliar e não o principal). Conforme o lugar atingido, como no caso de um abscesso cerebral, pode ficar uma sequela no sistema nervoso central, por exemplo. Mas depende da fragilidade do ponto infectado do organismo e se o paciente não se curou completamente.

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Informações do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel). Capítulo de Infectologia. Médicos responsáveis Prof. Dr. Vicente Amato Neto e Dra. Rosana Richtmann Proibida reprodução total ou parcial sem citar a fonte com link.

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