CÂNCER LINFÁTICO E LEUCEMIA SÃO A MESMA DOENÇA?

Muitas pessoas confundem câncer linfático com leucemia achando se tratar da mesma doença. Na verdade, apenas o nome é parecido e ambas são doenças hematológicas, ou seja, se originam no sangue ou nos órgãos onde se formam as células de sangue. Por isso têm também como sintoma comum a anemia - clique no link azul e saiba mais sobre anemia

O que é leucemia?
Leucemia é um tipo de câncer que começa na medula óssea (órgão que se aloja dentro dos ossos e que produz as células do sangue – leucócitos, eritrócitos, plaquetas). Lá, ocorre uma transformações malignas dessas células que fazem parte da composição do sangue.  Na maioria dos casos, as células da leucemia (leucêmicas) extravasam para a corrente sanguínea e podem se alojar em vários órgãos, como o fígado, o baço e os demais tecidos de todo o corpo.

E o que é o câncer linfático?
O câncer linfático também chamado de linfomas é uma multiplicação desordenada das células que fazem parte do sistema linfático, que se transformam, e se espalham pelo organismo formando tumores. As células que mais frequentemente se tornam cancerosas nesse sistema são os linfócitos (glóbulos brancos que se encontram dentro dos leucócitos), que integram o sistema imunológico responsável por defender o organismo de infecções e doenças. Em geral, o tumor cresce dentro dos gânglios linfáticos e afeta os órgãos responsáveis pela defesa do organismo prejudicando suas funções.

O sistema linfático é composto por pequenos vasos que viajam por todo o corpo levando as linfas (líquido claro que contém os linfócitos – células brancas do sangue). 

Quais os primeiros sintomas do câncer linfático (linfomas)?
Em geral, o primeiro sinal de um linfoma é o aumento dos gânglios linfáticos que se localizam em várias partes do corpo. Os principais gânglios aumentados são na região cervical (pescoço) e supraclavicular (acima da clavícula), podendo também estarem aumentados na região das axilas e virilha. Outros sintomas típicos nos linfomas são febre, emagrecimento, suores noturnos e um possível aumento de tamanho do fígado e baço.
Algumas doenças como a mononucleose (conhecida como a "doença do beijo") também tem sintomas semelhantes como o aumento dos gânglios do pescoço e garganta, aumento do fígado e baço. Para ler mais sobre a mononucleose clique no link azul.

E os sintomas da leucemia?
Quando as células leucêmicas se proliferam na medula óssea, elas passam a ocupar o lugar das células normais não malignas, fazendo com que a função desempenhada por essas células normais ocorra de forma precária - veja a ilustração acima. Entende-se por células normais:
Leucócito: responsáveis pelos mecanismos de defesa do organismo;
Eritrócitos: responsáveis pela boa oxigenação dos órgãos e tecidos;
Plaquetas: responsáveis pelo processo de coagulação do sangue.

Os sinais e sintomas de uma leucemia advêm da falha de função dessas células normais. O organismo fica propenso a adquirir infecções devido à disfunção dos leucócitos (glóbulos brancos), podendo surgir febre.

A falha na produção das plaquetas, por sua vez, favorece o surgimento de sangramento nas gengivas, no nariz (epistaxe), podendo ainda surgir manchas de coloração roxa na pele (petéquias e hematomas). 
Clique no link azul e saiba mais sobre sangramento nasal

A ocorrência do quadro de fraqueza, cansaço e anorexia (falta de apetite) sugere uma falha de produção dos glóbulos vermelhos (eritrócitos), caracterizando-se uma anemia.

No exame físico, observa-se, geralmente, um paciente descorado (pele pálida), com o fígado e o baço aumentados, o que se chama de hepatoesplenomegalia. Muitas vezes, o paciente procura o médico por um ou mais sintomas, ou sinais acima mencionados. Ao ser submetido ao exame de sangue (hemograma), consegue-se identificar alterações (sanguíneas) que caracterizam um quadro de leucemia.

O diagnóstico definitivo de leucemia exige a realização de exames complementares mais precisos, como o mielograma (aspiração de material da medula óssea) e a biópsia de medula óssea, os quais devem ser analisados por um especialista (hematologista) para que seja delineada a melhor conduta de tratamento.

Conteúdo do livro MEDICINA — MITOS & VERDADES (Carla Leonel)  Capítulo de oncologia. Médico responsável Dr. Rene Gansl (Médico oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein). Proibida reprodução total ou parcial sem citar a fonte com o link.

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