O choque anafilático é a expressão mais grave de uma reação alérgica. Ela acontece porque os anticorpos, desenvolvidos a partir de contato prévio com substâncias semelhantes, ligam-se ao produto injetado e desencadeiam reações em sequência, envolvendo liberação de mediadores químicos capazes de alterar profundamente a função cardiovascular (vasodilatação e hipotensão arterial) e respiratória (espasmo brônquico e edema das vias aéreas), além das manifestações cutâneas (urticária, rubor e edema) da anafilaxia. Segundo o anestesiologista Prof. Dr. José Luiz Gomes do Amaral, essa situação pode acontecer, porém é muito rara. Em 30 ou 40 anos de profissão, um anestesiologista acaba se deparando com duas ou três situações de choque anafilático.

Talvez, dentre todos os medicamentos de que dispomos hoje, os anestésicos sejam os que têm menor risco de provocar reação alérgica. Existem alguns antibióticos, por exemplo, que oferecem riscos potenciais bem maiores para provocar um choque anafilático.

As reações alérgicas não são geralmente previsíveis. Praticamente toda medicação administrada por via parenteral (outra que não o trato digestivo, como a intravenosa ou a intramuscular) pode resultar em reação alérgica. A alergia independe da dose administrada e é determinada pela resposta imunológica do paciente.  

 O início dos sinais e sintomas de um choque anafilático pode ser imediato ou não. A intensidade da reação também é variável (imperceptível ou fatal). Na avaliação pré-anestésica busca-se identificar história de alergia ou asma. Nesses pacientes evita-se, obviamente, o tipo de medicamento que provocou reações alérgicas anteriores. Frente a uma reação após a ingestão de múltiplas drogas, faz-se necessário submeter o doente a teste de sensibilidade (testes cutâneos). Em algumas situações particulares, como da necessidade de administração de contrastes radiológicos, recomenda-se preparo especial.

Os anestésicos são considerados medicamentos dos mais seguros. Deles não se aceitam efeitos colaterais expressivos que não sejam controláveis. A exigência vem do fato de que os anestésicos não visam curar anormalidades, mas induzir o paciente a um determinado estado de insensibilidade.

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Matéria do livro MEDICINA MITOS E VERDADES (Carla Leonel). Médico responsável Prof. Dr. José Luiz Gomes do Amaral: Prof. Titular da Disciplina de Anestesiologia, Dor e Terapia Intensiva da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP); Ex-Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB) por dois mandatos (2005-2008/2008-2011); Presidente da Associação Médica Mundial — entidade que congrega 97 países, representando 9 milhões de médicos e autor do capítulo de anestesiologia do livro MEDICINA MITOS E VERDADES (Carla Leonel). Proibida reprodução total ou parcial sem citar a fonte.


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