A ESCOLHA DO MELHOR ANTICONCEPCIONAL

Qual o melhor método anticoncepcional?
O melhor método anticoncepcional é aquele com o qual a paciente se sente bem. A escolha deve ser feita por ela, com orientação do ginecologista que irá sugerir a melhor opção para cada caso. Uma mulher com miomas (fibromas), que sente forte cólica menstrual, ou que menstrua em abundância, tende a ser uma pessoa com contraindicação para o uso do DIU, por exemplo. Portanto, converse com seu médico para entrar em um consenso. Abaixo segue uma relação de diversos métodos anticoncepcionais, assim como riscos, benefícios, indicações e contraindicações:

• DIU de cobre: tem vida útil de 10 anos e pode ser usado durante toda a vida reprodutiva da mulher. Quando ela desejar engravidar, basta tirá-lo e esperar o ciclo menstrual seguinte.

• DIU medicado (Mirena®): tem durabilidade de 5 anos e também pode ser usado sequencialmente (quando se tira o vencido, pode-se colocar no mesmo momento, um outro novo). Hoje em dia, há também outras indicações para o DIU medicado, como, por exemplo, em casos leves e moderados de endometriose e em algumas patologias, a critério médico, que evoluem com hemorragia no climatério. Clique nos links e leia mais sobre:
Mioma
Climatério

Os dois tipos de DIU, uma vez retirados, não comprometem a fertilidade, mesmo em relação ao DIU medicado que suprime o ciclo menstrual. Uma consideração importantíssima é que as mulheres que venham a contrair doença inflamatória pélvica aguda (DIPA) podem ter o seu quadro muito piorado em função da presença de um DIU. Neste caso, o DIU deve ser retirado quando da introdução da terapêutica adequada.

• Anel vaginal com hormônio: o anel vaginal é recomendado pelo fabricante para ser usado por 21 dias e 7 de descanso. Pode, entretanto, ser usado por quatro ciclos seguidos de 21 dias, ou seja, totalizando 84 dias de uso contínuo durante os quais a mulher poderá não menstruar.

• Adesivos hormonais: os adesivos são a base de hormônios que são absorvidos pela pele. São em número de três, colocados cada um por período de 7 dias a partir do primeiro dia da menstruação, totalizando 21 dias de uso (3x7 adesivos).  Há um período de 7 dias de descanso (sem adesivo).

• Pílula anticoncepcional: os efeitos colaterais costumam atingir cerca de 10% das usuárias. Entre eles, podemos citar: ganho de peso, celulite, retenção de líquidos, dor nas mamas, dor de cabeça e dilatação dos vasos nos membros inferiores (pernas).

Existem outros métodos anticoncepcionais menos divulgados, também à base de hormônios. A injeção mensal, por exemplo, é bem tolerada por algumas pacientes, embora, às vezes, provoque perdas de sangue no meio do ciclo. É importante lembrar que, em se tratando de métodos hormonais, existem algumas contraindicações: a mulher não pode ser diabética, hipertensa, obesa nem ter tendência à flebite (inflamação das veias).

• Camisa de vênus: a popular "camisinha" é um excelente método anticoncepcional, apesar de alguns homens e mulheres considerarem-na desconfortável. Em várias situações, o incômodo diz respeito a problemas culturais pois, nos Estados Unidos e na Europa, é um método altamente aceito e com bons resultados. O que dificulta o uso da camisinha em nosso país é o machismo. Os homens, salvo os mais esclarecidos, infelizmente, ainda consideram o planejamento familiar uma atribuição exclusivamente feminina.

Os benefícios da camisinha vão além da contracepção. Hoje em dia, mesmo em um casamento formalmente estabelecido, não há garantias de que as duas pessoas que fazem parte dele sejam monogâmicas. Nesses casos, a camisinha passa, então, a atuar como barreira contra doenças sexualmente transmissíveis, inclusive contra a AIDS, HPV (Papilomavírus) além das hepatites tipo B e C. Clique nos links e leia informações completas: 
Relação sexual com parceiro HIV positivo ou que desconhece que tem HIV 
Hepatite B - causas, sintomas e tratamento
Hepatite C - causas, sintomas e tratamento
HPV também é transmitida pelo sexo oral

• Diafragma é outro método muito bom, sem nenhum tipo de efeito colateral. Basta a mulher colocá-lo antes do ato sexual e mantê-lo por 10 horas após a relação. Pode-se ter quantas relações quiser, uma após a outra, sem precisar tirá-lo. Essa é uma vantagem sobre a camisinha, apesar de não proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis. Clique no link e leia artigo completo:
Doenças Sexualmente Transmissíveis DST

• Os métodos naturais, para quem se adapta a eles, representam uma alternativa: a tabelinha e o coito interrompido são maneiras pelas quais o homem também participa do planejamento familiar. Existem casais que usam coito interrompido por anos e se dão bem. Nesse caso, o homem não deposita seu sêmen dentro da mulher. Porém não é um método totalmente seguro, podendo ocorrer a gravidez. Para maior segurança é importante que a mulher não esteja no período fértil.

O método da tabelinha consiste em abster-se de relações sexuais nos dias férteis. Em uma mulher com ciclo absolutamente regular, o método oferece risco mínimo de falha, quando são respeitados rigorosamente os 10 dias de abstinência sexual. Em um ciclo de 28 dias, por exemplo, a ovulação habitualmente ocorre no meio do ciclo, por volta do 14º dia. Como margem de segurança, não se aconselha ter relações 5 dias antes e 5 dias após a ovulação, levando-se em conta que o óvulo pode sobreviver por até 24 horas e os espermatozoides por no máximo 5 dias.

Atualmente, as opções para evitar a gravidez indesejada são muitas. Garantir uma contracepção eficiente é uma questão de responsabilidade, tanto dos homens quanto das mulheres. Finalmente, temos de considerar os dois métodos definitivos de contracepção: a ligadura de trompas e vasectomia.

• A vasectomia não representa nenhum risco à saúde do homem ou à sua potência. O mito machista que associa a impotência à vasectomia expressa o medo de que a masculinidade e a virilidade estejam vinculadas aos órgãos genitais, e de que qualquer intervenção sobre eles possa causar danos ao desempenho sexual.
Não existe qualquer possibilidade de distúrbios de ereção em decorrência da vasectomia pois os mecanismos da ereção e do sistema reprodutivo são completamente independentes. O homem vasectomizado segue sua vida sexual absolutamente normal, apenas não podendo gerar filhos. A vasectomia também não altera a quantidade de sêmen eliminada em cada ejaculação (em torno de 1,5 a 5 ml, pouco menos de 1 colher de chá), pois os espermatozoides colaboram com menos de 1% desse volume, sendo o restante fabricado pela próstata e vesículas seminais. Vale lembrar que os homens candidatos à vasectomia podem valer-se dos bancos de sêmen, sendo este previamente coletado e devidamente conservado e, no caso de arrependimento da vasectomia, podem recorrer a reprodução assistida. Com os avanços da medicina, hoje também já é possível coletar espermatozoides diretamente do testículo de homens vasectomizados.  Clique no link e leia o artigo: mitos e verdades da vasectomia

• Laqueadura também chamada de ligadura de trompas, laqueadura tubária, ligadura tubária é um método de esterilização definitiva por meio de cirurgia. As trompas de falópio são amarradas ou cortadas para impedir que óvulo e espermatozoides se encontrem, evitando desta forma, a gravidez. Além dos benefícios de ser um método eficaz e permanente, estudos comprovam que a ligadura de trompas reduz o risco de doenças inflamatórias pélvicas e protege a mulher contra o câncer de ovário. Clique no link e leia o artigo: Como é feita a laqueadura de trompas

Para garantir uma contracepção eficiente torna-se apenas uma questão de escolha do melhor método, envolvendo, até mesmo, a quebra de preconceitos. É importante lembrar que de todos os métodos anticoncepcionais citados o único que protege contra as doenças sexualmente transmissíveis é a popular camisinha e, portanto, o preservativo deve continuar sendo usado.

• Método de emergência – pílula do dia seguinte: contém 1,5 mg de levonorgestrel e deve ser usada preferencialmente nas primeiras 72 horas após uma relação sexual desprotegida. Em alguns casos, a pílula pode ocasionar vômitos, fadiga, náuseas e sangramentos. Jamais utilizar como método anticoncepcional frequente, pois além do medicamento não apresentar 100% de eficácia, perde também suas características se ingerido usualmente.  O Ministério da Saúde facilitou acesso à pílula do dia seguinte, distribuindo gratuitamente o medicamento, contudo existem orientações médicas para que a usuária não tenha a saúde comprometida. Este medicamento é contraindicado para quem possui problemas de hipertensão vascular, obesidade mórbida e doenças hematológicas. A alta quantidade de hormônios pode provocar pequenos coágulos no sangue que obstruem as artérias. Leia artigo completo Prós e Contras da pílula do dia seguinte

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